Procuração Ad Judicia — Modelo Grátis
Por Equipe editorial Modelo de Procuração · Publicado em · Atualizado em .
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A procuração judicial permite ao advogado representar a parte no processo. O art. 105 do CPC exige identificação profissional e cláusulas específicas para atos como transigir, desistir e receber valores. Escolha conscientemente cada poder especial; a expressão ad judicia et extra não concede, por si só, todos esses poderes.
- Forma exigida
- Pública ou particular assinada pela parte
- Base legal
- CPC, art. 105; Código Civil, arts. 653–692
- Validade
- Delimitar ao período necessário para o ato
- Substabelecimento
- Definir expressamente se permitido ou vedado
A procuração ad judicia é o instrumento pelo qual o cliente outorga a advogado inscrito na OAB poderes para representação em juízo. O art. 105 do CPC disciplina a representação; o art. 104 prevê hipóteses excepcionais de atuação sem procuração, com posterior regularização.
A cláusula 'ad judicia et extra' confere amplos poderes processuais e administrativos relacionados à causa: representação em audiências, contatos com a parte adversa, acompanhamento de perícias, atos perante cartórios. Sem 'et extra', a atuação fica limitada apenas dentro dos autos do processo.
O art. 105 do CPC admite instrumento público ou particular assinado pela parte, inclusive assinatura digital na forma da lei. Não estabelece reconhecimento de firma como requisito geral.
Este conteúdo integra o guia de Jurídico (advogado). Para distinguir as formalidades, consulte procuração pública e particular e poderes especiais.
Gerar Procuração Ad JudiciaPoderes processuais especiais devem aparecer de forma expressa; não confundir modelo para advogado com procuração administrativa comum.
O que significa 'ad judicia et extra'
'Ad judicia' significa 'para o foro' — confere ao advogado os poderes processuais ordinários: peticionar, comparecer a audiências, ouvir intimações, recorrer, requerer juntada de documentos, sustentar oralmente.
'Et extra' significa 'e além' — extrapola o foro: contatos com terceiros, comparecimento a audiências de conciliação extrajudicial, atos administrativos relacionados à demanda. É a expressão mais comum em procurações para advogados, justamente pela amplitude útil.
Poderes especiais do art. 105 do CPC
Mesmo com cláusula et extra, alguns poderes precisam ser conferidos expressamente — são os 'poderes especiais' do art. 105 do CPC:
- Receber valores (créditos do cliente, indenizações, atrasados)
- Dar quitação (assinar termos de quitação)
- Transigir (firmar acordo judicial ou extrajudicial)
- Desistir de ação ou recurso
- Firmar compromisso, nos termos do art. 105 do CPC
- Renunciar ao direito sobre o qual se funda a ação (renúncia material)
- Receber citação; assinar declaração de hipossuficiência econômica
- Confessar (em sentido processual)
- Reconhecer a procedência do pedido
Forma e firma reconhecida
O art. 105 do CPC admite instrumento público ou particular assinado pela parte, sem impor reconhecimento de firma como requisito geral. Poderes especiais e identificação profissional devem constar adequadamente; eventual dúvida de autenticidade precisa ser tratada no processo.
Se houver dúvida sobre autenticidade ou determinação específica no processo, o advogado deve examinar a justificativa e a forma de regularização. Não existe custo nacional uniforme de reconhecimento de firma.
Procuração específica vs geral
Procuração específica menciona o número do processo ou objeto da causa — é mais segura, pois limita a atuação do advogado àquela demanda. Procuração geral confere poderes para qualquer demanda — útil quando o mesmo escritório cuida de vários casos do cliente.
Para clientes com escritório de confiança que cuida de toda a parte jurídica, a procuração geral simplifica a vida. Para casos pontuais (uma única ação), prefira procuração específica.
Como conferir a identificação profissional do advogado?
O art. 105 do CPC exige nome, número de inscrição na OAB e endereço completo do advogado. Quando houver sociedade de advogados, confira as informações pertinentes nos termos do dispositivo. O instrumento deve permitir identificar quem recebeu os poderes, sem depender apenas do nome comercial do escritório ou de um telefone.
Verifique se o profissional indicado é quem atuará no processo e como serão incluídos outros integrantes da equipe. A possibilidade de substabelecimento precisa ser compreendida pelo cliente, inclusive quanto à reserva de poderes. Não altere a identificação de uma procuração já assinada para substituir silenciosamente o advogado. Se houver mudança de representação, organize o novo instrumento e as comunicações necessárias. O cadastro no sistema judicial também precisa corresponder à atuação profissional, mas não substitui a outorga de poderes pelo cliente.
Como decidir sobre acordo, desistência e recebimento?
Cada poder especial deve ser relacionado a uma decisão que o cliente compreende. Transigir, desistir e renunciar ao direito não têm significado idêntico, assim como receber e dar quitação podem produzir efeitos próprios. A expressão poderes gerais para o foro não substitui as cláusulas específicas exigidas pelo art. 105 do CPC.
Converse sobre situações previsíveis da demanda e registre os limites pertinentes. Se o cliente deseja aprovar previamente condições de um acordo, a orientação contratual e a redação do mandato devem ser examinadas pelo advogado para evitar contradições. Não selecione todos os poderes apenas para concluir o formulário rapidamente. Uma autorização excessiva pode não representar a vontade do titular, enquanto uma autorização insuficiente pode exigir nova outorga durante o procedimento. O objetivo é permitir atuação adequada à demanda e às decisões efetivamente autorizadas.
Como delimitar uma demanda sem prejudicar atos necessários?
Indique o processo, quando já existir, ou descreva o objeto da representação de forma reconhecível. Uma procuração anterior ao ajuizamento pode identificar a controvérsia sem inventar número processual. Defina se haverá atuação extrajudicial relacionada e confira os poderes especiais que podem ser necessários, preservando a decisão informada do cliente.
A delimitação deve considerar o trabalho contratado e os interesses envolvidos, evitando incluir indiscriminadamente qualquer demanda futura. Se surgirem outros processos ou medidas, avalie se o instrumento já os abrange ou se será necessária nova autorização. A procuração não substitui a análise de prazos, competência, provas ou estratégia processual. Esses pontos pertencem à atuação profissional e devem ser tratados separadamente do preenchimento dos campos do documento, com registro das informações fornecidas pelo cliente e das providências adotadas.
O mandato judicial elimina o contrato de honorários?
Não. Procuração e contrato de honorários têm funções diferentes: o primeiro demonstra poderes de representação, enquanto o segundo organiza a contratação e a remuneração. A assinatura de um deles não dispensa a leitura do outro. Confira especialmente recebimento, prestação de contas, extensão do trabalho e efeitos de eventual encerramento da relação profissional.
Confira os limites antes de assinar
| Aspecto | Orientação |
|---|---|
| Forma | Pública ou particular assinada pela parte |
| Poderes | CPC, art. 105; Código Civil, arts. 653–692 |
| Prazo | Delimitar ao período necessário para o ato |
| Delegação | Definir expressamente se permitido ou vedado |
Texto integral do modelo
PROCURAÇÃO AD JUDICIA — MODELO GRÁTIS
Outorgante: [OUTORGANTE].
Outorgado: [OUTORGADO].
Finalidade delimitada: [FINALIDADE].
Prazo pretendido, sujeito aos limites legais: [VALIDADE].
Constituo [ADVOGADO] para representar meus interesses em [PROCESSO], com poderes gerais para o foro e atos extrajudiciais expressamente relacionados a [FINALIDADE].
Poderes especiais somente se individualmente escolhidos: receber citação; confessar; reconhecer a procedência do pedido; transigir; desistir; renunciar ao direito em que se funda a ação; receber; dar quitação; firmar compromisso; assinar declaração de hipossuficiência econômica.
A seleção dos poderes especiais deve ser registrada no instrumento final, com autorização informada do cliente.
Local e data: [LOCAL_DATA].
Assinatura do outorgante: ____________________________________.
Como preencher cada campo
- [OUTORGANTE]
- Nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, documento, CPF e endereço de quem concede os poderes
- [OUTORGADO]
- Nome completo, documento, CPF e endereço de quem recebe os poderes
- [FINALIDADE]
- Ato exato que poderá ser praticado, com limites materiais e financeiros
- [VALIDADE]
- Data final escolhida, observadas regras específicas do destinatário
- [LOCAL_DATA]
- Município, estado e data da assinatura
- [ADVOGADO]
- Nome, OAB/UF, endereço completo e sociedade de advogados, quando aplicável
- [PROCESSO]
- Demanda ou objeto da representação
Cuidados com o uso do documento
- Não tratar substabelecimento como item da lista de poderes especiais do art. 105.
- Não presumir autorização para receber valores a partir de poderes gerais.
Antes de repassar poderes, entenda o substabelecimento. Para encerrar a representação, consulte a ferramenta de revogação. Dúvidas sobre privacidade e preenchimento estão em perguntas frequentes e como funciona o gerador.
Fontes oficiais e base legal
- Código Civil — Lei 10.406/2002 — arts. 108, 653–692 e 1.542 (Planalto)
Forma, extensão dos poderes e extinção do mandato.
Consultado em . - Código de Processo Civil — Lei 13.105/2015 — arts. 104 e 105 (Planalto)
Representação processual e poderes que exigem cláusula específica.
Consultado em .
Como comparar os atos antes de conceder poderes?
| Ato pretendido | O que definir | Limite a observar |
|---|---|---|
| Atos gerais para o foro | Representação processual | Poderes especiais continuam separados |
| Transigir e desistir | Cláusulas específicas do art. 105 | Escolha informada pelo cliente |
| Receber e dar quitação | Autorização expressa | Não decorre da mera contratação do advogado |
Perguntas frequentes sobre este modelo
A procuração judicial precisa de firma reconhecida?
O art. 105 do CPC admite procuração pública ou particular assinada pela parte, sem impor reconhecimento de firma como requisito geral. O §1º admite assinatura digital na forma da lei. Havendo dúvida de autenticidade ou determinação específica no processo, o advogado deve examinar a regularização adequada.
Quais atos precisam de cláusula específica no mandato judicial?
O art. 105 do CPC relaciona receber citação, confessar, reconhecer a procedência, transigir, desistir, renunciar ao direito, receber, dar quitação, firmar compromisso e assinar declaração de hipossuficiência econômica. Esses poderes devem ser escolhidos conscientemente. Substabelecimento não integra essa lista, embora também mereça definição expressa no instrumento.
Como trocar de advogado durante o processo?
Converse com o novo profissional sobre revogação, comunicação ao anterior e regularização da representação nos autos. A troca não interrompe automaticamente prazos processuais nem elimina obrigações contratuais. Identifique processos abrangidos e evite intervalo sem assistência; os procedimentos concretos dependem da situação e devem ser acompanhados pelo advogado.
Posso constituir mais de um advogado na mesma procuração?
A representação pode incluir vários profissionais devidamente identificados, com nome, inscrição na OAB e endereço, observadas as disposições do art. 105 do CPC. Defina a extensão dos poderes e a sociedade, quando pertinente. Não confunda a indicação inicial de vários advogados com posterior substabelecimento a outro profissional.
A expressão et extra autoriza receber valores ou fazer acordo?
A expressão et extra indica atuação extrajudicial relacionada aos interesses delimitados, mas não substitui os poderes que o art. 105 do CPC exige em cláusula específica. Recebimento, quitação e transação precisam de autorização adequada. Confira o negócio e os limites antes de permitir acordo ou movimentação de recursos.
O advogado pode agir antes de receber a procuração?
O art. 104 do CPC prevê hipóteses excepcionais para evitar preclusão, decadência ou prescrição, ou praticar ato urgente, com posterior apresentação do instrumento nos termos legais. Isso não é uma dispensa geral de mandato. O profissional deve avaliar o enquadramento e cumprir a regularização exigida no processo.